Bom dia! Tenho andado meio sumida. Na verdade, nunca imaginei que fosse ser tão difícil viver sem a tireoide! Hoje não sou dona do meu corpo mais. Cada dia um mal star diferente. São dores no corpo, de cabeça, formigamentos no corpo, cãibras, cansaço, fraqueza, cabelo caindo, prisão de ventre, e por ai vai... Mas porque tudo isso acontece?
As conseqüências de viver sem tireóide
Cerca de 30% da população adulta pode ter um nódulo ou cisto na tireóide.
A glândula tireóide é muito importante para uma vida saudável. A importância dos hormônios produzidos por ela pode ser avaliada pelo fato de que esta pequena estrutura situada na região cervical anterior já começa a funcionar na 16ª semana de vida fetal. Os hormônios produzidos pela glândula, conhecidos como tiroxina (T4) e tri-iodo-tironina (T3), são essenciais para que o feto tenha desenvolvimento adequado e, mais importante, que o sistema cerebral tenha desenvolvimento e maturação normais.
No recém-nascido e na criança os hormônios da tireóide também propiciam a maturação do Sistema Nervoso Central e contribuem para o crescimento somático. Se faltar hormônio da tireóide o crescimento será afetado (retardo de crescimento) e haverá sérias seqüelas neurológicas. Na vida adulta a falta de tireóide tem conseqüências sérias. Ganho de peso, inchaço, depressão, sensibilidade ao frio, metabolismo muito lento, elevação do colesterol e derivados, queda de cabelo e unhas fracas. Todo este quadro é denominado hipotireoidismo, corrigido pelo uso constante de L-Tiroxina.
A glândula pode ser retirada por cirurgia Cerca de 30% da população adulta pode ter um nódulo ou cisto na tireóide. Com o uso cada vez mais freqüente de ultra-sonografia da tireóide, o nódulo atualmente pode ser descoberto facilmente. Em geral, em média 85% dos nódulos são benignos, mas 15% podem ser malignos. Para saber mais a respeito do nódulo, os médicos solicitam uma punção aspirativa com retirada de células que são examinadas no microscópio. Este exame pode indicar se o nódulo deve ser retirado por cirurgia. Comprovada a presença de câncer de tireóide, toda a glândula irá ser retirada e o paciente terá que tomar um comprimido de L-Tiroxina para não apresentar hipotireoidismo. Em vários países, os paciente que tiveram esse problema se organizaram e formaram associações com a denominação “Viver sem tireóide”, com o objetivo de divulgar informações, esclarecer dúvidas, ampliar o conhecimento sobre a tireóide e avaliar as conseqüências de ficar, para sempre, sem a glândula.
As conseqüências de viver sem tireóide
O ato cirúrgico pode levar à lesão de pequenas glândulas paratireóides (são quatro glândulas), que regulam o metabolismo do cálcio na circulação e nos ossos. Em boa parte dos pacientes operados existe queda do cálcio no sangue com sintomas de formigamento, contração muscular e perda de cálcio nos ossos. Pode ocorrer também uma certa rouquidão por lesão dos nervos das cordas vocais. A retirada total da tireóide leva à necessidade de repor, diariamente, o hormônio da tireóide para o paciente operado.
O ato cirúrgico pode levar à lesão de pequenas glândulas paratireóides (são quatro glândulas), que regulam o metabolismo do cálcio na circulação e nos ossos. Em boa parte dos pacientes operados existe queda do cálcio no sangue com sintomas de formigamento, contração muscular e perda de cálcio nos ossos. Pode ocorrer também uma certa rouquidão por lesão dos nervos das cordas vocais. A retirada total da tireóide leva à necessidade de repor, diariamente, o hormônio da tireóide para o paciente operado.
A tireóide, porém, não produz somente T4 e T3, mas é fonte de outro hormônio chamado de Calcitonina. Este hormônio é importante pois contribui para levar mais cálcio para os ossos, entre outras funções. Com a retirada total da tireóide, o paciente fica sem a Calcitonina, com risco de ter menos cálcio no osso (osteopenia, osteoporose). Portanto, é útil acrescentar suplementação de cálcio para todos os pacientes, principalmente em mulheres que já estão acima da quarta década de vida e próximas do período de menopausa ou já no climatério.
Como o médico controla a medicação
A dosagem de L-tiroxina é determinada pela resposta clínica ao medicamento e pela realização periódica de exames laboratoriais. Muitas vezes o médico se baseia somente nos testes, esquecendo-se de que cada paciente tem “sua” dose individual de hormônio da tireóide com a qual se sente bem, com muita energia, com ampla vitalidade e bom metabolismo. Pode-se dosar o nível de T4 no sangue (L-Tiroxina livre) e também verificar se o hormônio da hipófise que estimula a tireóide (TSH) está em nível adequado.
A dosagem de L-tiroxina é determinada pela resposta clínica ao medicamento e pela realização periódica de exames laboratoriais. Muitas vezes o médico se baseia somente nos testes, esquecendo-se de que cada paciente tem “sua” dose individual de hormônio da tireóide com a qual se sente bem, com muita energia, com ampla vitalidade e bom metabolismo. Pode-se dosar o nível de T4 no sangue (L-Tiroxina livre) e também verificar se o hormônio da hipófise que estimula a tireóide (TSH) está em nível adequado.
O tratamento com L-Tiroxina deve ser cuidadoso para evitar-se excesso deste hormônio na circulação, que poderá levar a excesso de batimentos cardíacos (taquicardia) e mesmo arritmias cardíacas. Por outro lado, o hormônio da tireóide pode induzir saída do cálcio dos ossos se a dose for excessiva, o que poderá levar a futura osteoporose e possibilidade de fraturas (cabeça do fêmur). Tomando alguns cuidados, viver sem tireóide poderá ser seguro, tranqüilo e com mínimas alterações na qualidade de vida da pessoa.
Fonte: Prof. Dr. Geraldo Medeiros Neto – out 2007
